Fala do ministro Camilo Santana sobre o tema deixou margem para dúvidas, mas o fato real é que mudança deverá ser apenas na data do anúncio, e não no mês da correção salarial do magistério
Gestores podem pagar piso do magistério, diz ministro da Educação
"São quase R$ 60 bilhões que o governo federal e o MEC estão colocando nos estados e municípios", destaca Camilo Santana
Ministro da Educação Camilo Santana e presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
- Colabore! Pix: apoie@deverdeclasse.org / Mais opções
Piso do Magistério / Após declarar recentemente em evento com grandes empresários que "professor não está muito preocupado com salários", o ministro Camilo Santana volta a se pronunciar sobre o tema. Desta vez para dizer, acertadamente e com outras palavras, que prefeitos e governadores que não pagam o piso é porque são caloteiros.
R$ 60 bilhões
Segundo matéria do UOL (26):
"O ministro cita o aumento nos repasses que o governo federal faz para estados e municípios que não atingem o valor mínimo anual a ser gasto por aluno. A complementação da União no Fundeb subiu de 10% em 2020 para 21% este ano e deve chegar a 23% em 2026. O Fundeb é o principal instrumento de financiamento da educação básica."
"São quase R$ 60 bilhões que o governo federal e o Ministério da Educação estão colocando nos estados e municípios", afirmou o ministro após participação no Fórum Nacional do Ensino Superior, organizado pela Semesp, entidade que representa as mantenedoras de ensino superior."
Siga e receba atualizações
Previsibilidade para o reajuste
"Segundo o ministro, o MEC trabalha em uma proposta que dê mais previsibilidade para o reajuste do piso. Camilo afirma que a nova conta também daria mais garantia de que os professores "realmente vão receber" o salário."
"Uma das mudanças previstas, por exemplo, é que o valor do piso seja anunciado antes da aprovação do orçamento."
Leia as mais recentes novidades sobre o piso do magistério para 2026:
Compartilhe e não esqueça de deixar uma contribuição ao site!
Pix: apoie@deverdeclasse.org / Mais opções
Mais piso do magistério
Suprema Corte Brasileira já bateu o martelo em relação à legalidade dos reajustes do magistério
Decisão tomada — por unanimidade — em 2021 é o que vale quando o assunto é o reajuste anual dos professores; qualquer fala contrária vinda de estados, DF e municípios é tentativa de enganação
Medida do governador Rafael Fonteles (PT-PI) pode ser exigida também em todos os estados e municípios onde férias anuais sejam por período acima de um mês
Decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) abre jurisprudência para isso
Vários projetos tramitam na Câmara e Senado sobre o tema; quase totalidade deles prevê dispensa integral do tributo aos docentes
Projeto de Lei nº 138/2022 está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado; medida traz importante dispositivo que ajuda no cumprimento dos reajustes anuais
É enganosa a tese de que isenção é "privilégio", sobretudo quando vem embalada na falácia de que o "correto" seria apenas a luta pela melhoria salarial
Proposta é que o anúncio da atualização anual passe a ser no meio do ano, e não mais em janeiro; alteração no cálculo do reajuste também deve ser feita
Na comparação com países ricos, Brasil paga praticamente metade da média; em relação a profissionais de mesma qualificação dentro do nosso próprio país, docentes continuam bem abaixo
Presidenta do Sinte-Pi, visivelmente descontrolada, disse que quem defende a continuidade da greve é porque não quer trabalhar; com outras palavras, chamou seus colegas professores de vagabundos e vagabundas, além de usar terrorismo psicológico na Assembleia Geral para acabar na marra o movimento paredista; categoria está revoltada, pois não houve...










