Principais doenças que afetam os professores e como combatê-las

22/01/2026
A busca por ajuda profissional ao primeiro sinal de sofrimento persistente é uma forma eficaz de prevenção e cuidado 

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Redação Dever de Classe, às 11:56


A rotina intensa e contínua nas instituições de ensino pode desencadear diversas doenças entre os profissionais do magistério, especialmente entre os professores. Embora muitas delas possam ser prevenidas, uma vez instaladas no organismo, é indispensável buscar acompanhamento médico. A seguir, são apresentados os principais casos.

Problemas de voz em professores

Entre as principais doenças ocupacionais que acometem professores estão as disfonias, os nódulos vocais e as laringites, geralmente decorrentes do uso intenso, inadequado e prolongado da voz em sala de aula. Quando não prevenidos, esses quadros de alteração vocal podem provocar rouquidão persistente, dor ao falar, cansaço ao final do dia e até perda temporária da voz, comprometendo diretamente o desempenho profissional, a comunicação com os alunos e a qualidade de vida. Cuidar da voz significa preservar a principal ferramenta de trabalho e garantir aulas mais claras, dinâmicas e eficazes.

Para prevenir problemas de voz em professores, é decisivo manter hidratação adequada ao longo do dia, evitar gritar para se fazer ouvir, realizar pausas vocais, adotar boa postura ao falar e buscar orientação fonoaudiológica especializada. Ambientes com boa acústica, turmas organizadas e o uso de recursos como microfone e amplificadores de som potencializam a projeção vocal, reduzem o esforço e protegem a saúde da laringe. Investir nesses cuidados fortalece a resistência vocal, diminui afastamentos por doença e favorece uma atuação mais segura e confiante em sala de aula.

Estresse, ansiedade e burnout em docentes

O estresse crônico, a ansiedade e a síndrome de burnout são condições frequentes entre professores, em razão da sobrecarga de trabalho, da pressão por resultados, da indisciplina e dos desafios constantes na gestão de sala de aula. Quando se acumulam, esses quadros de adoecimento emocional podem gerar cansaço extremo, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração e queda significativa da motivação para o trabalho docente, impactando o desempenho, a criatividade e a satisfação com a carreira. Reconhecer esses sinais e agir precocemente é essencial para preservar a saúde mental e a continuidade do trabalho com qualidade.

A prevenção do estresse e do burnout em professores passa por uma organização consciente da rotina, definição clara de limites entre vida pessoal e profissional, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e reserva intencional de momentos de lazer e descanso. Apoio psicológico, participação em grupos de apoio, espaços de escuta e políticas institucionais de valorização docente são estratégias poderosas para reduzir o adoecimento emocional e promover saúde mental no ambiente escolar. Ao priorizar essas ações, torna-se possível sustentar uma prática pedagógica mais leve, produtiva e gratificante a longo prazo.

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Dores musculares e problemas de coluna em professores

Dores nas costas, pescoço, ombros e pernas são recorrentes em professores que permanecem muitas horas em pé, sentados de forma inadequada, escrevendo no quadro em posições desconfortáveis ou carregando materiais pesados. Com o tempo, a repetição desses hábitos pode favorecer o surgimento de problemas de coluna, tendinites, lombalgias e outras lesões musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho docente, limitando movimentos, reduzindo a disposição e aumentando o risco de afastamentos. Cuidar da postura e da ergonomia é uma forma eficaz de preservar a saúde física e garantir maior longevidade na carreira.

Para prevenir dores musculares e problemas de coluna em professores, recomenda-se ajustar a altura de mesas e cadeiras, alternar entre as posições em pé e sentado, realizar alongamentos ao longo do dia e fortalecer a musculatura com exercícios orientados por profissionais de saúde. O uso de mochilas e bolsas ergonômicas, carrinhos para transporte de materiais e a organização inteligente do espaço físico reduzem a sobrecarga na coluna e nas articulações. A adoção dessas medidas simples transforma a rotina, aumenta o conforto em sala de aula e contribui para um desempenho mais estável e saudável no dia a dia escolar.

Problemas respiratórios e alergias

Ambientes fechados, poeira de giz, ar-condicionado e aglomerações favorecem alergias respiratórias, rinite, sinusite e infecções como gripes e resfriados em professores. Esses problemas podem levar a faltas frequentes e queda de rendimento.

A prevenção passa por manter salas bem ventiladas, preferir recursos menos poluentes que o giz tradicional, higienizar filtros de ar-condicionado e reforçar hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência. Vacinação em dia também é uma medida importante.

Saúde mental e qualidade de vida

Cuidar da saúde mental é tão importante quanto prevenir doenças físicas. Rotinas equilibradas, apoio da gestão escolar, formação continuada e um ambiente de trabalho respeitoso contribuem para o bem-estar do professor. A busca por ajuda profissional ao primeiro sinal de sofrimento persistente é uma forma eficaz de prevenção e cuidado.

Mais informações sobre bem-estar profissional podem ser incluídas em páginas específicas, como uma seção de saúde e qualidade de vida ou um guia de prevenção de doenças ocupacionais.

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