Projeto tramita no Senado e, se estivesse em vigor, piso deste ano seria quase R$ 5 mil, contra os R$ R$ 4.867,77 oficializados recentemente pelo MEC; além disso, iniciativa traz dois outros importantes benefícios em relação à lei que atualiza todo ano os salários do magistério
As "preocupações" de Camilo Santana com o reajuste 2026 dos professores
>> Segundo um leitor do Dever de Classe que trabalha no MEC, "ministro teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria", como ocorreu em 2025
>> Camilo já chegou a comentar recentemente no UOL que "não há argumento para município não pagar piso ao professor", o que vale também para os estados e DF
>> Categorias: piso do magistério, educação, economia

>> Por Redação / Começou dezembro e parece que não são apenas os professores que ficaram mais ansiosos por conta do reajuste do magistério, que desde 2010 é anunciado no último mês do ano. Temos recebido muitos e-mails a esse respeito.
"Preocupação do ministro"
Uma dessas mensagens que recebemos, de um leitor do Dever de Classe em Brasília, diz que o ministro Camilo Santana também estaria preocupado com o índice de atualização que deve ser aplicado logo a partir de 1º de janeiro de 2026, tal como reza a Lei Federal 11.738/2008. Ele diz:
Receba atualizações:
"Camilo Santana teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria, como ocorreu em 2025. Foi o que já ouvi nos corredores do MEC."
Recentemente, Camilo Santana declarou no UOL que gestores têm dinheiro para pagar o piso, o que é uma grande verdade.
Sobre a "preocupação do ministro"
É importante que o ministro Camilo Santana "esteja preocupado" com o reajuste dos professores, afinal já estamos em dezembro e ele anunciou no primeiro semestre que data do anúncio poderia ser mudada para o meio do ano, o que não ocorreu. Ficou mesmo para o mês em curso.
É importante também que se preocupe com o percentual, dado que a CNTE divulgou recentemente que correção de 2026 pode ficar abaixo da inflação oficial, algo de fato preocupante. Um reajuste abaixo de 10%, tal como se referiu nosso leitor em relação à suposta preocupação do ministro — não soaria muito bem para centenas de milhares de professores em todo o Brasil, sobretudo em ano eleitoral.
O que pode acontecer
Reajuste alto ou baixo do piso dos professores depende basicamente de dois componentes: desempenho da economia nacional e número de matrículas. Segundo dados do próprio governo federal, o primeiro componente vai muito bem. Quanto às matrículas, análise de um especialista publicada aqui no Dever de Classe indica que caíram, o que pode contribuir para um reajuste razoável em 2026, entre 10% e 15%.
Por enquanto, resta esperar. Até dia 31 deste mês, sairá o novo valor do piso e o percentual de correção. Não cremos que fique abaixo de 10%.

Receba atualizações:
Mais recentes do tópico piso do magistério:
Atualização real do magistério foi menor até que o ganho real do salário mínimo, que em 2025 ficou em 2,5%
Documento está em conformidade com o disposto na Lei nº 11.738, que instituiu o Piso Nacional do Magistério, e vale para a Educação Básica Pública de todo o Brasil; prefeitos e governadores têm de cumprir
Portaria assinada pelo ministro Camilo Santana entra em vigor na data de sua publicação [31/01], com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2025; prefeitos e governadores que não cumprirem podem ser denunciados por improbidade administrativa
Prefeitos e governadores são obrigados a atualizar o piso em 6,27% neste mês de janeiro, e valor nominal para 40 horas passa no mínimo para R$ 4.867,77; é fake news matéria da CNM sobre o reajuste dos professores
Índice de 6.27% e valor nominal de R$ 4.867,77 estão definidos desde o final de dezembro de 2024, para cumprimento já neste mês de janeiro. Prefeitos e governadores, contudo, calam à espera de portaria do MEC não obrigatória, mas que virou tradição. Ministro Camilo Santana já deveria ter publicado e foi questionado novamente pelo Dever de Classe
O que se vê é o completo desrespeito por parte de governadores e prefeitos ao objetivo-alvo da lei do piso e, com isso, a tal sonhada valorização docente fica a cada dia mais distante
Portaria do Ministério da Educação apressa o cumprimento logo em janeiro. O Dever de Classe questionou o ministro Camilo Santana sobre a demora do anúncio, assessoria respondeu
MEC, apenas para atendar protocolo que se tornou tradição, deverá editar Portaria em breve para ratificar o que estabelece a lei nº 11.738/2008






