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A troca proposital dos termos — "capturar" e "sequestrar" — usada em toda a mídia burguesa mundial faz parte do plano criminoso para tentar convencer incautos de que o líder venezuelano é um narcotraficante e não um perseguido político
Categorias: >> política, >> economia

Por Landim Neto, editor do site, às 11:46
Maduro não foi capturado, foi sequestrado. É vítima de um crime, o que é bem diferente do que tentam fazer crer nesse episódio militar patrocinado por Donald Trump e EUA contra o povo venezuelano.
A troca proposital dos termos — "capturar" e "sequestrar" — feita em toda a mídia mundial burguesa no registro dos fatos, faz parte do plano criminoso para tentar convencer incautos de que o líder chavista é um narcotraficante e não um perseguido político. Uma armação.
Não se trata, portanto, de um descuido com o uso da língua ou impropriedade de jornalistas. É linha editorial de quem é a favor do golpe.
No léxico de qualquer idioma, os sentidos de "capturar" e "sequestrar" são diferentes. O primeiro remete a algo legal. O segundo, a crime, ilícito.
A título de exemplo com o Português, veja o que diz o dicionário Michaellis:
Capturar: pegar em captura; aprisionar, deter, prender: capturar bandidos.
Sequestrar: levar alguém ilegalmente e mantê-lo como prisioneiro, geralmente exigindo resgate: os bandidos sequestraram o dono de uma rede de supermercados.
Óbvio que o imperialismo não iria assumir que comete um crime contra Maduro e o direito internacional, por isso o cuidado na hora de chamar de "captura" o que na verdade é sequestro.
Pode parecer pouca coisa, mas não é. Artimanha retórica visa conferir um ar de legalidade ao crime cometido.
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Isso tem tal efeito — que a Nota Oficial escrita pelo Itamaraty e assinada pelo presidente Lula contra o sequestro é uma contradição em si mesma: "Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável." (Grifo meu).
Ora, se é "captura" está dentro da lei. No caso aí houve um descuido, pois Lula não apoia essa patifaria internacional. Muito pelo contrário.
A Nota Oficial do Partido dos Trabalhadores, por sua vez, foi mais cuidadosa e chamou o crime pelo nome certo: "PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro" — é o título do documento, contestado por portais da extrema direita, como Estadão e Revista Oeste, por exemplo.
Por que se preocupariam com isso?
Nessa luta contra o imperialismo, tudo conta. As palavras também ajudam a legitimar ações criminosas e a combatê-las.
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