Quando o servidor público ou o concurseiro vota na direita liberal, tipo Flávio Bolsonaro e afins, está, na prática, assinando embaixo de políticas que enfraquecem sua própria carreira ou impedem seu desejo de ingressar em algum órgão estatal
Eleição será difícil, mas Lula é quem vencerá
Maioria do povo sabe que o petista é o melhor para continuar à frente da direção do Brasil

Por *Roberto N Pedrosa, às 13:33
Política & Economia / A corrida eleitoral 2026 começou de forma oficial nesta sexta-feira (28), com início da propaganda no rádio, TV e mídias sociais. O que os dois principais concorrentes a presidente — Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm para mostrar?
Analistas políticos sérios, à esquerda, centro e direita — apontam que, embora o processo se desenhe como um dos mais competitivos da história recente, o atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Lula, larga com vantagem estratégica nesse primeiro turno do pleito. Não à toa, aparece sempre em primeiro lugar em todas as pesquisas dos grandes institutos do país, nos dois turnos.
Muitas diferenças nas propostas
Lula, melhoria econômica e social
Para começar, Lula tem a força da máquina administrativa a seu favor. O exercício do mandato — popularmente conhecido como "estar com a caneta à mão" — permitiu ao petista entregar um pacote robusto de obras de infraestrutura e apresentar indicadores considerados positivos nos setores econômico e social. Inflação baixa e sob controle, taxa de desemprego muito pequena e incontáveis programas sociais. Além disso, a trajetória de articulação institucional e a alta rodagem em campanhas anteriores conferem ao filho de Dona Lindu uma resiliência política que costuma pesar nos momentos decisivos de debate e mobilização de base.
Flávio Bolsonaro, vazio de propostas e difusão de fake news
Na contramão de Lula, Flávio Bolsonaro — embora capitalize expressivo volume de simpatizantes nas plataformas digitais e mantenha bom apelo popular, observadores do cenário apontam fragilidades estruturais em sua candidatura. A campanha tem enfrentado dificuldades para apresentar um plano de governo consistente ou propostas inéditas para áreas cruciais da administração pública (como Saúde, Educação e Segurança, por exemplo), concentrando o tom do discurso em contrapontos ácidos à gestão vigente, com uso de fake news nas redes sociais, e em promessas de campanha que coincidem com ações já executadas pelo atual governo.
O mais provável, portanto, é que a disputa apresente episódios de alta tensão até o dia do povo ir votar na primeira rodada do processo. Contudo, a combinação entre capilaridade institucional, entrega de resultados práticos e maior traquejo político de Lula tende a prevalecer, apontando para a consolidação da vitória do petista ao término da apuração. E não se espantem se o ex-metalúrgico despachar em definitivo Flávio Bolsonaro logo em 4 de outubro.
*Roberto N Pedrosa é docente e seguidor do Dever de Classe
Envie também seu artigo para: pontodevista@deverdeclasse.org
Publicidade
Leia mais sobre política & economia
A chamada independência do Brasil foi, na prática, um elegante acerto de contas entre as elites da época
O pobre de direita é o herói trágico da própria novela: luta contra tudo o que poderia ajudá-lo, defende tudo o que o prejudica e ainda se orgulha disso
Medida consiste em aumentar ainda mais a idade mínima (67 anos homens/mulheres), tempo de contribuição e alíquotas, e diminuir o benefício e transferir contribuições do povo para capitalização em bancos
Instituto mostra Rafael Fonteles com 73,48% dos votos válidos, com mais de 52% sobre o candidato do Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro




