Em panfleto recente, movimento diz que "poderes no Piauí têm sido coniventes com a violência de gênero, proporcionando frustração e indignação face à precariedade dos serviços de apoio às mulheres"
Frente Popular de Combate ao Feminicídio cobra ação dos poderes contra agressores
Em panfleto recente, movimento diz que "poderes no Piauí têm sido coniventes com a violência de gênero, proporcionando frustração e indignação face à precariedade dos serviços de apoio às mulheres"
Categoria: >> política
Redação Dever de Classe, às 11:12
A Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio lançou recentemente em Teresina-Pi um documento onde cobra do governo ações contra agressores. Movimento diz que "poderes no Piauí têm sido coniventes com a violência de gênero, proporcionando frustração e indignação face à precariedade dos serviços de apoio às mulheres."
Texto cita vários casos de violência contra a mulher e destaca que os autores das agressões continuam impunes. E o mais grave: agressores, segundo as denúncias, além de soltos, estão sendo protegidos pela polícia. Um total absurdo.
Leia íntegra mais abaixo
Íntegra do documento (sic):
Frente Popular de Mulheres Contra o Feminicídio
EXIGIMOS UMA ATITUDE FRENTE ÀS VIOLÊNCIAS CONTRA MULHERES E MENINAS!
Iniciamos 2026 com vários casos de violência contra a mulher. A médica Emanuelle Pereira Lima foi agredida dentro de carro pelo marido, Danny Schrödinger, de 36 anos. A Secretária de Saúde de Francisco Aires, Rosemeire Nunes, foi brutalmente atacada pelo ex-namorado, Bruno Lima, e Dhemilly Monteiro Santiago foi agredida pelo seu ex-companheiro em Landri Sales. Os autores continuam soltos, protegidos pela Polícia e continuando a ameaçá-las de morte. Em Uruçuí, Joana D'Arc de Jesus, de 17 anos, foi sequestrada e trucidada por um homem identificado pela iniciais MCL e teve seu corpo escondido pelo feminicida, que provavelmente teve a ajuda de mais dois homens.
Ao invés de boas notícias acerca da redução dos índices da violência que se abate sobre nós, em 2024 tivemos 40 casos e em 2025, 39 casos de feminicídios, o que temos é a perpetuação de mais violências. Estamos no oitavo dia de janeiro e já foram muitos os casos de violências contras as mulheres. Se continuarmos assim, os números de casos de tentativas e feminicídios serão mais alarmantes que os de 2025, sem contar com as subnotificações.
Cabe ao poder público garantir a segurança das cidadãs/ãos, oferecendo acolhimento e fortalecendo a rede de apoio, bem como incrementando os programas de combate à violência. Mas os poderes do Piauí têm têm sido coniventes com a violência de gênero, proporcionando frustração e indignação face à precariedade dos serviços de apoio às mulheres, sejam meninas, adultas ou idosas. Perguntamos: por que os agressores não foram detidos, mesmo continuando a ameaçá-las?
Denunciamos esses casos e exigimos que as instituições criadas para nos proteger, protejam as mulheres ao invés de proteger o agressor.
Não arredaremos o pé na defesa das mulheres vítimas de violência.
Queremos um dia poder dizer que nos livramos da violência contra as mulheres e que construímos uma sociedade solidária e justa, que se reflita num governo comprometido com o presente e um futuro melhor para todas/os.
Teresina, 08 de janeiro de 2026
Contatos >> Ana Célia: (86) 99986-4151 / >> Madalena: (86) 999815546
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