Verbas de agosto e setembro revelam que o principal fundo da Educação Básica Pública continua em alta, apesar do tarifaço de Trump, o que contradiz previsões negativas para o reajuste dos professores no próximo ano; ministro Camilo Santana defende inclusive remuneração melhor para a categoria
As "preocupações" de Camilo Santana com o reajuste 2026 dos professores
>> Segundo um leitor do Dever de Classe que trabalha no MEC, "ministro teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria", como ocorreu em 2025
>> Camilo já chegou a comentar recentemente no UOL que "não há argumento para município não pagar piso ao professor", o que vale também para os estados e DF
>> Categorias: piso do magistério, educação, economia

>> Por Redação / Começou dezembro e parece que não são apenas os professores que ficaram mais ansiosos por conta do reajuste do magistério, que desde 2010 é anunciado no último mês do ano. Temos recebido muitos e-mails a esse respeito.
"Preocupação do ministro"
Uma dessas mensagens que recebemos, de um leitor do Dever de Classe em Brasília, diz que o ministro Camilo Santana também estaria preocupado com o índice de atualização que deve ser aplicado logo a partir de 1º de janeiro de 2026, tal como reza a Lei Federal 11.738/2008. Ele diz:
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"Camilo Santana teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria, como ocorreu em 2025. Foi o que já ouvi nos corredores do MEC."
Recentemente, Camilo Santana declarou no UOL que gestores têm dinheiro para pagar o piso, o que é uma grande verdade.
Sobre a "preocupação do ministro"
É importante que o ministro Camilo Santana "esteja preocupado" com o reajuste dos professores, afinal já estamos em dezembro e ele anunciou no primeiro semestre que data do anúncio poderia ser mudada para o meio do ano, o que não ocorreu. Ficou mesmo para o mês em curso.
É importante também que se preocupe com o percentual, dado que a CNTE divulgou recentemente que correção de 2026 pode ficar abaixo da inflação oficial, algo de fato preocupante. Um reajuste abaixo de 10%, tal como se referiu nosso leitor em relação à suposta preocupação do ministro — não soaria muito bem para centenas de milhares de professores em todo o Brasil, sobretudo em ano eleitoral.
O que pode acontecer
Reajuste alto ou baixo do piso dos professores depende basicamente de dois componentes: desempenho da economia nacional e número de matrículas. Segundo dados do próprio governo federal, o primeiro componente vai muito bem. Quanto às matrículas, análise de um especialista publicada aqui no Dever de Classe indica que caíram, o que pode contribuir para um reajuste razoável em 2026, entre 10% e 15%.
Por enquanto, resta esperar. Até dia 31 deste mês, sairá o novo valor do piso e o percentual de correção. Não cremos que fique abaixo de 10%.

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