IPI | Carros para professores poderão ter descontos, mesmo contra a vontade de Marta Suplicy! Leia e compartilhe...

16/07/2018 11:14

Senadora Marta Suplicy (MDB-SP), contrária a que professores fiquem isentos de IPI na compra de automóveis / Foto: Agência Brasil
Senadora Marta Suplicy (MDB-SP), contrária a que professores fiquem isentos de IPI na compra de automóveis / Foto: Agência Brasil

Projeto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, embora senadora Marta Suplicy tenha dito que medida "não tem pé nem cabeça"

Economia | O Projeto de Lei do Senado (PLS 512/2017) prevê isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) quando da aquisição de automóveis por professores. Medida pode resultar em redução de até 18% no preço total dos veículos. Iniciativa vale para os docentes efetivos da educação básica pública da União, estados e municípios e já foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. A senadora Marta Suplicy (MDB-SP) disse que a proposta "não tem pé nem cabeça" e deveria morrer em vez de seguir em tramitação. PLS foi para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte da casa. 


Justificativa

Os defensores da proposta justificam que os professores ganham baixas remunerações e, ao mesmo tempo, precisam de transporte para se locomover entre as várias escolas e até cidades diferentes em que trabalham. Um carro se torna então indispensável nessa situações. Por isso, nada mais justo que se dê condições especiais para que os mestres adquiram um veículo.


Altera lei

O PLS 512/2017 na verdade altera uma legislação já existente — a Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995 — que dispõe sobre a Isenção do IPI para taxistas e portadores de deficiência física. Professores da educação básica, ocupantes de cargo efetivo na Administração Pública, passam também a ser beneficiários dessa isenção. (Continua, após o anúncio).

Totalmente contra

Durante a votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, a senadora Marta Suplicy (MDB-SP) disse que o projeto é "sem pé nem cabeça" e não deveria nem existir, pois o Senado tem coisas mais importantes para resolver. A aliada de Michel Temer declarou ainda que a medida, se dependesse dela senadora, morreria ali mesmo na Comissão.

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