Não é reforma, é o fim da aposentadoria dos trabalhadores! Leia e compartilhe...

04/02/2019 23:28

Foto: pixabay
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Economia | Por *Landim Neto, editor do Dever de Classe. Eufemismo é arma poderosa quando se quer passar por bom algo que é ruim. Tal recurso retórico é sempre muito usado por governos ou grupos privados quando objetivam enganar quem vive do próprio trabalho. É o caso do fim da aposentadoria dos trabalhadores — que Jair Bolsonaro e sua equipe econômica chamam espertamente de "reforma da previdência".

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O projeto exposto no site do Estadão — se aprovado — praticamente inviabiliza qualquer ideia de aposentadoria para quem produz as riquezas do país. Estabelecer idade mínima de 65 anos para homens e mulheres é dizer de forma suavizada que você — que vive do seu trabalho diário — na prática não irá se aposentar. (Continua, após o anúncio).

Além dessa absurda idade mínima que a maioria dos trabalhadores não pode cumprir, Bolsonaro e sua equipe econômica também estabelecem tempo mínimo de 40 anos de contribuição à previdência para quem quiser aposentadoria integral. Pura maldade. Técnicos do governos sabem que pouquíssimos conseguirão atingir tamanho teto.

É necessário, pois, construir uma poderosa mobilização para derrotar tal política. É preciso — sem eufemismos e de forma direta — explicar aos trabalhadores que Bolsonaro & Cia querem piorar ainda mais a vida da maioria do povo. É preciso dizer que, na prática, visam exterminar o futuro de milhões em todo o país.

*Landim Neto, além de editor do Dever de Classe, é também professor da educação básica pública no Piauí.

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