Bolsonaro diz que será 'grande parceiro' do ditador que acaba de criar a "Lei da Escravidão" na Hungria! Leia e compartilhe...

24/12/2018 12:57

Medida amplia de 250 para 400 o limite de horas extras por ano que empregadores podem exigir de seus funcionários. Por telefone, Bolsonaro disse que será 'grande parceiro' do ditador, por isso já anunciou até o fim do Ministério do Trabalho

Internacional | Viktor Orbán é o primeiro-ministro da Hungria e governa seu país com políticas conservadoras e de forma ditatorial. Uma de suas principais marcas é a adoção de medidas de arrocho contra a maioria da população, mescladas com um certo populismo comum aos políticos de ultradireita. 

Neste mês de dezembro, Orbán deu como presente de Natal aos trabalhadores húngaros uma lei que amplia de 250 para 400 o limite de horas extras por ano que empregadores podem exigir de seus funcionários. Um açoite no povo e um agrado aos patrões

Medida é parte de um pacote de flexibilização trabalhista e foi apelidada de "Lei da Escravidão". Bolsonaro, por telefone, já conversou com Orbán e disse que será grande parceiro do ditador a partir de 2019. Continua, após o anúncio.

Protestos

O impacto negativo da "Lei da Escravidão" foi tão grande que milhares de trabalhadores perderam o medo e saíram às ruas para protestar contra Orbán. Em resposta, o ditador chamou o povo de histérico e colocou seu aparato repressivo em ação.

Bolsonaro também promete adotar medidas similares às da "Lei da Escravidão". Como preliminar, já anunciou o fim do Ministério do Trabalho e tem declarado que trabalhadores terão que se acostumar a não ter direitos, caso queiram se empregar. Os brasileiros vão seguir os húngaros e também sairão às ruas para protestar? Espera-se que sim.

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