Nove fatos políticos marcantes gerados a partir do golpe que tirou Dilma Rousseff do poder! Leia mais e compartilhe...

09/07/2017 17:00

POLÍTICA | O golpe parlamentar que tirou a presidenta Dilma Rousseff (PT) do poder gerou até aqui uma série da fatos políticos muito marcantes na história recente do país. Após a oportunista e ilegítima ascensão de Michel Temer (PMDB), em questão de poucos meses e dias muitas coisas mudaram e trouxeram surpresas agradáveis para uns e muito desagradáveis para outros. O PT e Lula voltaram a subir no conceito popular. E líderes do golpe e da direita, como Aécio Neves (PSDB) & Cia, caíram em desgraça e viraram pó da noite para o dia.

Abaixo, listamos nove acontecimentos dentro de tal conjuntura. Confira e acrescente mais nos comentários, caso julgue que os itens estão incorretos ou incompletos.

O Brasil após a saída de Dilma e a subida de Temer ao governo 

A rápida desmoralização dos golpistas no Brasil e no exterior

Tão logo adentraram o Planalto, Temer (PMDB) e um bando de golpistas se desmoralizaram rapidamente, algo incomum quando se trata de governantes em início de mandato. Hoje não têm sequer 4% de aceitação popular. Estão desmoralizados no Brasil e no estrangeiro. Temer e vários de seus ministros correm o risco inclusive de ir para a cadeia.

O crescimento de Lula nas pesquisas eleitorais

Enquanto os golpistas desceram ladeira abaixo, Lula (PT) cresceu em todas as pesquisas eleitorais divulgadas até aqui,  mesmo massacrado diariamente pela Globo & Cia. Hoje elegeria-se presidente já no primeiro turno. O Partido dos Trabalhadores, segundo recente pesquisa do Datafolha, também voltou a crescer em aceitação popular.

A cassação e prisão de Eduardo Cunha

Após concluir o trabalho sujo de comandar o processo de impeachment na Câmara, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi cassado e preso. Pegou 15 anos de cadeia e está proibido de exercer mandatos eleitorais por igual período. Paga, portanto, um preço muito alto por ajudar a comandar o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff.

A desgraça de Aécio e a ascensão do discurso fascista de Jair Bolsonaro

Após alcançar mais de 51 milhões de votos no segundo turno das eleições de 2014, Aécio Neves (PSDB) viu desmoronar sua popularidade e passou de quase presidente a político desmoralizado e prestes a ir até para a cadeia. Enquanto isso, o discurso fascista de Jair Bolsonaro (PSC-RJ)  cresceu e ele cooptou boa parte do eleitorado do Mineirnho.

A desmoralização e o fim da lava-jato

Dado o seu caráter seletivo, isto é, visar com mais força apenas em Lula e no PT, a famosa operação lava-jato caiu no descrédito popular. O desgoverno Temer tratou de jogar uma pá de cal em Moro e Dallagnol e praticamente pôs fim à operação. Essa dupla, antes vista como heroína por parcela significativa da população, hoje é seguida apenas por fanáticos coxinhas.

O choro e desespero do antes todo poderoso Geddel

Além da desgraça de Aécio e Cunha, outro que se deu muito mal após a saída da presidenta Dilma foi Geddel Vieira Lima (PMDB). Um dos arquitetos do golpe, Geddel foi pego em traquinagens pela PF e foi parar na cadeia. Desesperado, chorou copiosamente em audiência e pediu que Geddellzinho, seu filho de sete anos, não se envergonhe do pai que tem.

A capitulação de Aldo Rebelo, que adere ao golpismo e troca o PCdoB pelo PSB

Uma das grandes surpresas geradas no Brasil pós golpe de 2016 é a capitulação de Aldo Rebelo, um dos fundadores do PCdoB e uma das maiores lideranças de esquerda do país. Rebelo, em nome de uma suposta "unidade pelo Brasil", abandona seu partido, ingressa no PSB e está cotado inclusive para ser vice do direitista Rodrigo Maia (DEM) numa possível chapa indireta para substituição de Temer.

O sectarismo do PSTU, que o levou a perder cerca de 800 militantes em todo o Brasil

Na esquerda, não foi só o PCdoB que perdeu com o golpe de 2016. O PSTU, corrente da chamada "esquerda revolucionária", caiu no sectarismo e apoiou à sua maneira o afastamento de Dilma, ao criar a bizarra campanha "Fora Todos", que na prática só serviu mesmo para judar na queda da presidenta. Por conta de tal política, cerca de 800 militantes deixaram o partido e criaram nova corrente, o MAIS.

O crescimento do PCO, que denunciou o golpe e cresceu nas alas mais à esquerda

Ao contrário do PSTU, o Partido da Causa Operária - PCO - denunciou vigorosamente o golpe e os golpistas e cresceu na esquerda revolucionária do país. Rui Costa Pimenta, líder do partido, comanda aos sábados no You Tube o programa "Análise Política da Semana", de grande audiência justamente por conta das firmes posições do PCO frente ao golpismo.


Leia também:

Sem qualquer consulta ou respeito ao povo, a chamada elite do Brasil, que não passa de serviçal dos grandes capitalistas estrangeiros, decidiu que Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve ser o novo presidente da república. Como o miserável desgoverno Temer (PMDB) fracassou, querem agora empurrar goela abaixo um acusado de corrupção que teve pouco mais de 53 mil...