Ministro aciona PF e Globo para atacar o Dever de Classe e tentar enganar os professores! Saiba mais e compartilhe...

01/12/2017 13:13

Mendonça Filho e o MEC estão, sim, orientando estados e municípios a reduzirem os salários dos professores. Não se trata de redução nominal, do valor em si. Mas sim de redução do valor real, isto é, de compra. A PEC do Teto é a principal arma que o ilegal ministro usa para isso

DA REDAÇÃO | O sr. Mendonça Filho (DEM-PE) anunciou na chamada "grande mídia" nacional que a PF vai investigar o site Dever de Classe por, na visão do ilegal ministro, estar "difundindo notícias falsas (fake news) na internet. 

Na verdade, Mendonça Filho quer confundir os professores e amordaçar quem não reza por sua cartilha, como o Dever de Classe, que continuará a explicar que ele Mendonça Filho está, sim, orientando estados e municípios a reduzirem os salários dos professores, como se verá mais abaixo.

Mendonça Filho é um ministro ilegal porque foi indicado por um presidente ilegítimo, fruto de um golpe de Estado, uma afronta à Constituição Brasileira, portanto.

Pois bem. Em relação ao que o ilegal ministro Mendonça Filho mandou publicar no site O Globo e outros em todo o País, nós do Dever de Classe solicitamos direito de resposta na imprensa dos Marinhos, com o seguinte teor:

Sr(a). Diretor(a) de O Globo

Solicitamos, com base na Lei Federal 13.188/2015, direito de resposta relativa à matéria publicada no site O Globo (28.11.2017), cujo título é: "Ministro de Educação aciona PF contra fake News". Diz o texto de tal matéria:

"O blog "Dever de Classe", de onde partiu a informação falsa sobre redução de salários, está registrado como sendo do mesmo autor de outra "fake new", veiculada em setembro de 2016, sobre suposta decisão do MEC de acabar com as regalias dos professores para equilibrar os cofres dos estados e municípios. A primeira notícia falsa foi veiculada no site "midiapopular.net", que foi obrigado, por decisão da Justiça, a dar direito de resposta ao MEC."

De onde O Globo tirou a ideia de que os blogs Dever de Classe e Mídia Popular, sob nossa responsabilidade, divulgaram notícias falsas sobre o MEC e direitos dos professore? Por que O Globo não procurou ouvir nossa versão? Se tivesse nos ouvido saberiam que a Justiça nunca nos obrigou a dar direito de resposta ao MEC. O direito de resposta citado na matéria de O Globo foi dado por nós, espontaneamente, do Mídia Popular, porque primamos pela democracia e pelo direito ao contraditório.

Sobre isso, pedimos que publiquem, dando o mesmo destaque dado à matéria em que O Globo veicula calúnia contra nossos blogs:

O MEC e o ministro Mendonça Filho estão, sim, orientando estados e municípios a reduzirem os salários dos professores. A orientação maior se dá através da PEC do Teto ou PEC da Morte, que impõe congelamento por vinte anos de investimentos no setor público, onde a Educação se inclui. Um dos principais e negativos efeitos dessa PEC se dá justamente nos ganhos reais de salários do funcionalismo público, que ficarão congelados, isto é, sem ganhos reais por duas décadas. No caso dos professores da educação básica pública, tal medida reduzirá a correção do piso nacional do magistério que, pela lei 11.738/2008, é corrigido anualmente pelo mesmo índice de correção do custo-aluno, isto é, um pouco acima da inflação. Com a PEC aqui citada, a tendência é o valor do custo-aluno diminuir, haja vista que a tal PEC limita tudo à inflação do ano anterior. Se o custo aluno cai, porque novos investimentos em educação estão proibidos de serem feitos, obviamente o valor real do piso do magistério também irá decrescer. Assim, embora o valor nominal do piso do professor possa até subir, o valor real, ist é, de compra, tenderá a cair. Como exemplo, citamos a correção do piso nacional dos professores em 2012, que foi reajustado em 22,22%, para uma inflação em 2011 de menos de 6%. Ou seja, houve um ganho real de mais de 16%. Com a PEC do Teto, de autoria do governo Temer e do seu ministro Mendonça Filho, isto não mais ocorrerá, o que, obviamente, levará a um decréscimo real do piso dos professores de toda a educação básica pública do País.

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