ECONOMIA | Folha propõe que governadores cortem salários e "privilégios" dos servidores públicos ativos e aposentados do país! Saiba mais e compartilhe...

01/08/2017 05:55

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

DA REDAÇÃO | Em editorial de hoje (1), a Folha de S.Paulo ataca mais uma vez os profissionais do setor público do país, a quem chama de privilegiados. Sob o velho "argumento" de que os "governadores são reféns" da folha de pagamento do funcionalismo, a família Frias, dona do jornalão, defende o fim da estabilidade dos servidores e redução de supostos "altos rendimentos" dos mesmos, bem como o corte de aposentados e de seus "privilégios". E prega que os gestores deveriam rezar pela cartilha do Temer e apoiar o fim da aposentadoria.

Diz o texto:

Funcionários públicos são custosos no Brasil. Na ativa, dispõem de estabilidade e poder político para obter rendimentos superiores aos do setor privado. Aposentados, contam com privilégios que, a despeito de alterações recentes, ainda beneficiam a grande maioria. (Grifos nossos)

Ferozes defensoras de tais prerrogativas [privilégios], as corporações já deveriam ter notado que a expansão inexorável do número de inativos estrangulará, com o tempo, a capacidade de prestação de serviços. (Grifos nossos).

Em tal cenário, os governadores deveriam empenhar-se em mobilização mais efetiva pela reforma da Previdência, que definha no Congresso. (Grifos nossos)

O que a Folha esconde

Para a Folha, como se vê, os problemas maiores do país são causados por servidores públicos "custosos, ferozes, corporativistas e que têm o direito de se aposentar", e não pela ação de políticos que atuam para destinar em média metade dos orçamentos da União e estados a meia dúzia de banqueiros e grandes empresários. 

Sob o aspecto do que é destinado de dinheiro público aos poderosos, a Folha jamais lança um editorial para explicar, pois ela própria, além de defensora de grandes grupos econômicos, é também beneficiária das ações dos governos. Por isso quer cortar na carne do funcionalismo, para que sobre mais dinheiro ainda para quem ela defende.

Servidores ganham muito é mal e precisam se mobilizar

Os servidores públicos brasileiros, em sua maioria, ganham muito é mal. A média salarial da maioria dos efetivos e concursados, sobretudo do Executivo, não chega a dois e meio salários mínimos. Basta ver o piso nacional dos professores, setor mais numeroso nos estados e municípios. Em 2017, ficou em R$ 2.298,80, ou seja, 2,45 mínimos.

O funcionalismo precisa combater esse tipo de ideologia de que os servidores "são um mal ao país", disseminada diariamente pela chamada "grande mídia", da qual a Folha faz parte. É preciso também que os servidores se mobilizem para barrar os inúmeros ataques que ora o desgoverno Temer faz contra esse setor.

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