Conheça os cinco truques que os patrões mais usam para tentar enganar os trabalhadores!

21/09/2017 11:10

Imagens: pixabay
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DA REDAÇÃO | Nos confrontos do dia a dia entre trabalhadores e patrões, estes últimos, para fazer valer suas posições, costumam recorrer a velhos artifícios para tentar enganar os empregados. Veja cinco situações bastante conhecidas:

1. Apelar a eufemismos. O eufemismo, tal como se aprende nas aulas de português, consiste em dizer uma coisa ruim de forma suave, quase como uma boa música, de modo a tornar essa coisa menos desagradável ou para dificultar ao máximo seus malefícios. Dois grandes e atuais exemplos de eufemismo é o fim dos direitos trabalhistas e da aposentadoria dos trabalhadores. A isto, Temer (PMDB) e demais golpistas chamam suavemente de "reformas" e "flexibilização".

2. Criar uma comissão para "estudar o caso". É uma tática muito comum nas áreas privada e pública. Quando os trabalhadores reivindicam algum aumento salarial ou outros benefícios, patrões espertos logo dizem: "Está bem, vamos criar uma comissão democrática para estudar o caso". Com isso, ganham tempo para se armar e negar o que está sendo reivindicado. Ao final dos "estudos", geralmente longos e em comissões cuja maioria é sempre dos patrões, a conclusão mais comum é que "no momento não é possível atender ao que está sendo solicitado, mas os estudos vão continuar..."

3. Desviar o foco. Para fugir dos direitos dos trabalhadores, patrões tentam de todas as maneiras mudar o foco do que está sendo discutido. Por exemplo: se os professores reivindicam salários melhores, patrões passam a expor, em particular pela mídia burguesa, que "os docentes não estão bem qualificados para o exercício do magistério e que o rendimento dos alunos vai mal". Com isso, buscam fazer com que a opinião pública e os próprios professores passem a discutir essas questões, e não o que os docentes reivindicavam.

4. Criar o bode. Essa é uma das malandragens mais antigas que os patrões usam para tentar enganar os trabalhadores. É muito comum em épocas de campanhas salariais. Se, por exemplo, está perto da campanha salarial de alguma categoria, os patrões lançam antes uma medida que retira ou reduz algum direito já conquistado. O alvoroço é grande e os trabalhadores podem deixar de lado a campanha salarial e passar a exigir que o direito já conquistado seja mantido. Ao final de uma longa "negociação", os patrões concordam em manter o direito que ameaçaram retirar em troca de deixar a campanha salarial para depois. Ou seja, eles vencem a campanha salarial sem sequer na prática discutí-la.

5. Por fim, o velho apelo à manutenção da ordem e à democracia imposta pela força bruta. Quando os patrões não conseguem com essas suas antigas artimanhas enganar os trabalhadores, apelam então à velha polícia, que vem sempre com seus cassetetes, balas de borracha, spray de pimenta e prisões. Mas tudo em nome da manutenção da velha ordem e do famoso "estado democrático de direito".

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