Caso Lula fique fora, o melhor candidato da esquerda é Rui Pimenta, do PCO!

15/09/2017 19:48

Rui Costa Pimenta, no comando da Análise Política da Semana, que vai ao ar todos os sábados a partir das 9:30h no canal do You Tube: CausaOperariaTV
Rui Costa Pimenta, no comando da Análise Política da Semana, que vai ao ar todos os sábados a partir das 9:30h no canal do You Tube: CausaOperariaTV

Por *Landim Neto | Com a incerteza da candidatura Lula, alvo de ataques com o auxílio agora até do ex-ministro e atual dedo-duro Antônio Palloci, crescem as especulações sobre quem melhor poderia representar nas próximas eleições presidenciais a esquerda do País, caso o petista não possa fazê-lo. Em nossa opinião, o mais tático não seria uma segunda via do PT, PCdoB, PDT (Ciro), ou do PSOl, PCB e PSTU. Rui Pimenta — do Partido da Causa Operária (PCO) — seria o nome mais indicado.

Pimenta e seu partido é quem de forma mais lúcida e coerente têm apresentado saídas para enfrentar as ofensivas da direita pós ascensão dos golpistas. O PCO, em vez de embarcar na política ilusória de "diretas já', adotada pelo próprio PT & Cia, tem feito, dentre outras ações, uma verdadeira cruzada no sentido de restabelecer o mandato da ex-presidenta Dilma, maneira mais eficaz de enterrar o golpe instalado em 2016.

A nosso ver, na atual conjuntura, isto já credencia pimenta como o candidato mais pé no chão para representar a esquerda do País nas eleições de 2018, caso ocorram. Vale citar aqui, em particular para os petistas, que Rui Pimenta e o PCO é que também têm se dedicado com mais esforço contra a iminente prisão de Lula. E o fazem não apenas em discursos ou selfies com o petista, e sim em campanhas concretas nas ruas.

Afora isso, o fato concreto é que na ausência de Lula, qualquer outro eventual candidato do PT, em aliança com PCdoB ou não, dificilmente obteria sucesso contra as campanhas apelativas e milionárias que vêm da direita, seja do PSDB ou mesmo de Bolsonaro. Dentre outros fatores, é forte a ideia — inclusive entre os eleitores do petista — que somente ele (Lula) é capaz de ganhar e "governar para o povo". Assim, um fenômeno Dilma dificilmente se repetiria.

Quanto aos outros candidatos, Ciro sequer pode ser chamado mesmo de esquerda, embora defenda algumas bandeiras democráticas e progressistas. E nos últimos dias, de forma muito oportunista e desesperada, bem ao seu estilo, passou a repetir a ladainha da Globo e atacar de forma desleal Lula e o PT.

Por outro lado, PSOL e PSTU ficaram meio zonzos com a trapaça que afastou a presidenta Dilma Rousseff. O PSTU, ainda atordoado, continua a negar que houve golpe e chegou inclusive a fazer dobradinha com os golpistas, ao defender a exótica campanha "fora todos", que na prática só serviu mesmo para dar um vernizinho de esquerda aos golpistas e rachar esse próprio partido. Setores do PSOL, sobretudo Luciana Genro e o MES, embarcaram também nessa mesma onda. E o PCB, ninguém sabe por onde anda.

Assim, resta Rui Pimenta. Se o PT e até os partidos ditos revolucionários tiverem juízo, juntam-se numa frente com o PCO na cabeça. Não se trata de preferência. É tática. A chapa pode até não ganhar as eleições. Mas pelo menos não semeará ilusões na cabeça do povo, e ajudará enormemente na construção qualitativa e geral da esquerda.

*Landim Neto edita o Dever de Classe

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