Aposentadoria só após os 65 levará professores a contrair mais doenças e a querer mudar de função! Saiba mais...

19/01/2017 11:25

Foto: depositphotos - Reprodução proibida
Foto: depositphotos - Reprodução proibida

DA REDAÇÃO | Estudos científicos de respeitadas organizações, como IBGE, CNTE e DIEESE apontam que os docentes estão entre os profissionais mais vulneráveis a várias enfermidades. Consultórios de otorrinolaringologistas, cardiologistas, psiquiatras dentre outros profissionais médicos sempre têm boa procura de docentes.

E com as novas regras Temer, que preveem aposentadoria só a partir dos 65 anos de idade e salários integrais só depois de 49 anos de contribuição, a vida dos professores tende a ficar mais difícil e muitos certamente buscarão mudar de função. 

A maior vulnerabilidade dos educadores a muitas doenças está basicamente relacionada às péssimas condições de trabalho a que estão expostos, agravadas pela questão salarial, que os abriga a se submeter a jornadas estafantes (até três turnos) para obter uma renda mensal melhor.  

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Em salas superlotadas, sem climatização ou aúdio corretos os docentes muitas vezes têm que gritar, ou seja, usar de forma excessiva e inadequada as cordas vocais, o que às vezes em curto tempo os deixa com laringite, doença que se não tratada a tempo e de forma eficaz pode deixar a pessoa sem voz ou com a fala apenas através de sussurros.

Depoimentos de professores

A professora piauiense Carmelita Santos disse que já tirou várias licenças médicas por conta de problemas na garganta e também depressão. "Acho que não vou aguentar até os 65 anos em sala de aula e em 2017 vou tentar mudar para uma função administrativa", diz.

Outro docente que sonha ir para uma função menos desgastante é o educador Flávio Abreu, também do Piauí. "Tô há 18 anos na sala de aula e não aguento mais, já adquiri várias doenças", declara.

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Doenças mais comuns aos professores

  • Problemas na garganta, como laringite, faringite, rouquidão, calos nas cordas vocais etc.
  • Distúrbios osteomoleculares, devido a ter que escrever rotineiramente no quadro.
  • Distúrbios mentais, como depressão, síndrome do pânico, estresse, nervosismo etc.
  • Problemas cardiólogicos, como arritmias e outros.
  • Pressão alta

Na opinião de especialistas médicos das mais variadas áreas, se a doença vai e volta, só há duas coisas a fazer. Solicitar aposentadoria imediata. Ou mudar de função. Num caso ou noutro, sem quaisquer prejuízos, todos os estatutos de servidores públicos no país preveem tais saídas. Busque a assessoria jurídica do seu sindicato e se informe melhor sobre essas duas situações.

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